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5 “alimentos saudáveis” que não deves comer

Saúde
29 Mai, 2016

Através de variadas partilhas, quer por parte das minhas leitoras quer também por parte de amigos e família, comecei a dar-me conta que muitas pessoas estão a consumir “alimentos saudáveis”, mas que na verdade não o são.

Noto que há uma certa tendência em achar-se que todos os produtos que se encontram em supermercados biológicos são “saudáveis”. Aliás, o comentário que mais escuto, após explicar porque determinado alimento não é assim tão benéfico, é “mas eu comprei no supermercado biológico”, ao que eu respondo “mas isso não significa que seja saudável, apenas significa que tem certificado biológico”!

Os alimentos ideais para o corpo humano são aqueles que:

  • são digeridos sem dificuldade;
  • nutrem o organismo a um nível celular;
  • deixam resíduos que são facilmente eliminados;
  • não deixam resíduos tóxicos;
  • não interferem com o bom funcionamento orgânico.

Segundo estes princípios, os alimentos que mais energia e vitalidade te vão proporcionar, são aqueles que o teu corpo reconhece como sendo, efetivamente, “comida” – nomeadamente frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas.

Regra geral:

Se o teu corpo não reconhece um alimento como sendo “comida”, não o comas.

Ou seja,

se o alimento não veio da terra, nem caiu de uma árvore, hhmmm, então em princípio não será para consumo humano.

Ou seja,

evita todos os alimentos processados e consome apenas alimentos naturais e integrais – com certeza que o teu corpo te irá agradecer. ; )

Contudo, e como poderás comprovar mais à frente, é necessário que saibas que apesar dos alimentos naturais – aqueles que não sofreram qualquer tipo de processamento – serem os mais indicados para tu consumires, e sem dúvida os mais “saudáveis”, existem alguns que não se encontram alinhados com os princípios acima listados.

De maneira a não caíres na armadilha dos alimentos “saudáveis” que não são assim tão “saudáveis”, aqui ficam alguns exemplos deste tipo de alimentos:

#1. MANTEIGA DE AMENDOIM

Existem dois tipos de manteiga de amendoim: a processada e a natural. Em geral, a processada contém, para além de amendoim, ingredientes como açúcar, sal e gorduras hidrogenadas – nada recomendada, portanto; a natural inclui apenas amendoins tostados. Contudo, o problema em ambos os tipos de manteiga de amendoim é: o amendoim.

O amendoim é um tipo de leguminosa (não é um fruto seco como comummente se pensa!) que, devido às condições em que cresce, tem uma alta propensão em ser colonizado por um fungo que produz aflatoxinas. Este tipo de toxinas é considerado altamente tóxico e carcinogéneo (1, 2, 3), daí haver tantas pessoas que apresentam alergia ao amendoim – que pode, inclusivamente, levar à morte.

Para além das aflatoxinas, o amendoim apresenta um alto conteúdo em omega 6, que ao contrário dos omega 3, são substâncias pro-inflamatórias, ou seja, desencadeiam processos inflamatórios no organismo; e, também, lectinas, que consistem em proteínas capazes de desencadear igualmente uma resposta inflamatória.

Alternativa: manteiga de amêndoa ou avelã.

#2. SOJA

Habitualmente, as pessoas que decidem seguir uma alimentação vegetariana tendem a consumir produtos à base de soja – soja, leite de soja, tempeh, tofu, etc. – , creio que por terem escutado que “faz bem” ou que “é uma boa fonte de proteína”. No entanto, a soja apresenta algumas características que fazem com que não entre na categoria dos “alimentos ideais” para consumo humano.

A primeira razão, pela qual a soja não é um alimento “saudável”, baseia-se no facto de que, atualmente, a grande maioria da soja disponível no mercado é geneticamente modificada, apresentando por esta razão diversas consequências, tanto para a tua saúde como para o ambiente. Para além disso, após a ingestão de soja não fermentada, a maioria das pessoas apresenta desconforto gastrointestinal, manifestando-se em sintomas tais como inchaço abdominal, gás, diarreia e indigestão. Esta consequência deve-se aos inibidores da tripsina – enzima necessária para digerir proteínas – que se encontram presentes na soja.

Um outro aspeto negativo, relacionado com a soja, deve-se ao facto do seu conteúdo rico em fitoestrogéneos – substâncias derivadas de plantas que têm a capacidade de se ligarem aos receptores do estrogénio natural – interferindo assim com o bom funcionamento do sistema endócrino (hormonal).

Alternativa: outro tipo de leguminosas como, por exemplo, lentilhas, grão-de-bico, feijão preto.

#3. GELEIA DE AGAVE

A geleia de agave, proveniente de uma planta designada de “agave”, é um adoçante frequentemente utilizado como substituto do açúcar convencional. Para além deste adoçante ser extremamente processado, a geleia de agave apresenta uma ameaça para a saúde ainda mais séria: grandes quantidades de frutose.

Ainda que este adoçante apresente um baixo índice glicémico – medida que avalia a quantidade de glucose presente num dado alimento e, consequentemente, seu efeito nos níveis de glicemia (açúcar no sangue) -, a geleia de agave contém um alto conteúdo em frutose. O impacto que este açúcar pode ter nos níveis de glicemia é realmente baixo, porém, não só pode perturbar a função hepática (fígado) como também promover um aumento do peso corporal, uma vez que o excesso de frutose é convertido em gordura.

Apesar da frutose não elevar os níveis de glicemia, a curto prazo, em excesso, e a longo prazo, este açúcar pode levar a uma resistência à insulina, aumentando o risco de desenvolvimento de diabetes tipo II.

Alternativa: açúcar de côco, stevia, geleia de arroz.

#4. PRODUTOS SEM GLÚTEN

Ultimamente, o glúten tem ganho uma má reputação. Esta proteína – que se encontra presente em cereais como o trigo, centeio, espelta, kamut e cevada – pode, em algumas pessoas, danificar a parede intestinal e despoletar uma resposta inflamatória crónica, levando ao aparecimento de doenças autoimunes, como é o caso da doença celíaca.

Mesmo não sofrendo desta doença, a maioria das pessoas admite notar melhorias, principalmente a nível gastrointestinal, assim que remove o glúten da sua alimentação. Deste modo, as pessoas acabam por substituir os produtos que frequentemente contêm esta proteína, como é o caso do pão, por produtos rotulados de “sem glúten”.

O risco associado aos produtos sem glúten relaciona-se com o facto de que são, na maioria das vezes, altamente processados, carecendo de nutrientes como fibra e vitaminas e apresentando, nalguns casos, um alto teor em açúcar, amidos e gorduras hidrogenadas.

Embora os benefícios de uma alimentação sem glúten possam ser notórios, não é necessário consumires produtos “sem glúten” processados – como por exemplo aqueles que incluem uma lista infindável de ingredientes. Aliás, o ideal é que sejas tu mesma a preparar o teu próprio pão, bolachas, massas, etc. (fica aqui a sugestão de uma página, da autoria da Sofia Paixão, que se encontra cheia de receitas maravilhosas sem glúten – GlutenFree com paixão).

Alternativa: alimentos sem glúten que sejam confecionados com ingredientes naturais.

#5 TORTITAS DE ARROZ

As tortitas de arroz são outro exemplo de alimentos que a maioria das pessoas acha ser “saudável” e que “não engorda”, no entanto, talvez não seja bem assim. Para além do seu conteúdo nutricional ser muito reduzido, as tortitas de arroz contêm um alto índice glicémico (82, numa escala de 0 a 100), podendo, por isso, desencadear picos de glicemia e promover o aumento de peso.

Uma outra razão que coloca as tortitas de arroz na categoria dos “alimentos saudáveis que não são assim tão saudáveis” baseia-se no seu conteúdo em arsénico. Este elemento químico é um semimetal que se encontra presente na água, solo, ar e algumas plantas. Ele existe em duas formas: orgânico e inorgânico, sendo que esta última é a mais tóxica e, segundo variados estudos realizados pela Food and Drug Administration, encontra-se presente no arroz e produtos à base de arroz, como é o caso das tortitas.

Alternativa: tostas ou crackers à base de cereais integrais.

 

Os alimentos contêm em si uma determinada informação que irá ser transmitida a cada célula do teu corpo, logo, é extremamente importante que os alimentos que tu escolhes consumir contenham uma mensagem que vá de encontro ao que tu prentendes – um corpo bonito e saudável, presumo.

Ter uma alimentação saudável é realmente essencial, contudo, é preciso que conheças quais os alimentos que verdadeiramente vão nutrir e energizar o teu corpo e quais os que o podem prejudicar.

Francisca Guimarães

Francisca Guimarães

"No blog, partilho dicas que te vão ajudar a estar bonita, saudável, jovem e cheia de energia."

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