Será que estás a usar a comida como única fonte de prazer?

Comida e Emoções
21 Set, 2014

photo(17)Muitas mulheres usam a comida como única fonte de prazer.

Como seres humanos, instintivamente rejeitamos a dor e procuramos o prazer. Fugimos e evitamos todas as situações que nos possam trazer sofrimento e desconforto, e focamo-nos numa busca constante pelo prazer, segurança e amor.

Este comportamento é algo que fazemos inconscientemente, instintivamente. Qualquer outro animal faz o mesmo – foge da dor e procura o prazer. No entanto, e apesar de ser natural, este comportamento pode tornar-se num problema, principalmente, quando a fonte de prazer que a nossa mente encontrou é apenas uma ou quando essa mesma fonte de prazer nos pode causar dano e, consequentemente, mais sofrimento.

O stress a que estamos expostas é, frequentemente, percepcionado pela nossa mente como uma sensação de dor.

Vivemos tempos agitados que, por sua vez, se refletem em vidas agitadas. Os altos níveis de stress causados pelo trabalho, família, casa e, sobretudo, pelas exigências da sociedade, criam uma tensão que se começa a arrastar ao longo dos dias, dos meses e até mesmo anos.

Este desconforto que acaba por ser doloroso, irá tentar ser compensado com o tão desejado prazer que, achamos nós, nos irá trazer uma sensação de alento, carinho, amor.

Existem várias fontes de prazer que são fáceis de conseguir e que poderão acabar por se tornar viciantes. Alguns exemplo são: o sexo, tabaco, drogas, compras, televisão, internet e, claro, a comida. Sim, a comida poderá tornar-se num vício quando usada como compensação emocional/mental.

A comida é um dos vícios socialmente mais aceite e fácil de esconder.

 Este “método de compensação” é muito sorrateiro. Esta tentativa, inconsciente, de preencher um vazio emocional com comida é muito subtil. Acontece quando menos esperamos e sem nos darmos conta. Quando nos apercebemos, o pacote de bolachas já está vazio, o botão das calças não fecha e a sensação que antes era de vazio, agora é substituída por um sentimento de culpa. Por sua vez, esta culpa traz dor e esta dor faz-nos procurar prazer, como por exemplo na comida, e assim vamos alimentando um ciclo vicioso que parece não ter fim.

A solução não está no chocolate ou nas batatas fritas e esta fome que tu sentes não é de comida.

Stress, tristeza, raiva, angústia e todo o tipo de emoções que nos possam provocar sofrimento e dor continuarão a existir, simplesmente porque fazem parte da condição de viver. Não te vou enganar nem tentar pregar uma teoria sobre “príncipes e princesas que viveram felizes para sempre”.

A vida é mesmo assim.

Há momentos que consideramos “bons” e outros que rotulamos de “maus” e o mesmo acontece com as emoções, umas são prazerosas e outras são dolorosas. Aceitar apenas o prazer e rejeitar a dor é o principal fator que desencadeia estes episódios de ansiedade e que, mais tarde, se irão refletir num “ataque ao armário das bolachas”. Tudo em busca do prazer que irá apagar o fogo da dor que parece não desaparecer. Só que esta expectativa não passa de uma ilusão. E, provavelmente, a única coisa que irá provocar é uma dor de barriga, sentimento de culpa e uns “quilinhos” a mais!

Independentemente do que possa estar a ocorrer na nossa vida, nós podemos sempre escolher concentrar-nos nas coisas “boas”, que vão acontecendo nas entrelinhas . Tirar prazer daquilo que já existe de maravilhoso na nossa vida. Há sempre coisas que nos fazem sorrir. E essas coisas são as mais pequenas e simples de notar. Estas, sim, trazem um prazer verdadeiro e que irá preencher o vazio que, por vezez, possamos sentir.

O verdadeiro prazer encontra-se nas pequenas coisas, na simplicidade do dia-a-dia.

O quentinho da cama numa manhã fria. A água do chuveiro a cair nas costas. O silêncio da madrugada. O ruído da cidade a despertar. O cheiro a chuva. O chá quente no intervalo da manhã. Observar a vida a acontecer pela janela do escritório. Testemunhar a montanha-russa de emoções e pensamentos que existem num só dia. Andar descalço. Sentir o sol a bater na cara. Chegar a casa após um dia de trabalho. Um banho quente. Uma refeição saborosa e preparada com amor. Um livro. Um filme.

Tirar prazer dos pequenos milagres que a vida nos oferece e que tão, frequentemente, nos passam despercebidos. Esta sim é a verdadeira fonte de prazer e que jamais irá levar a um desequilíbrio no peso corporal, ou a qualquer outro tipo de desequilíbrio.

Deixo aqui uma SUGESTÃO:

Faz uma lista de 10 coisas simples que te dão prazer e disfruta de, pelo menos, três durante cada dia desta semana.

Observa como irás sorrir mais, sentir-te mais agradecida e com uma sensação magnífica de prazer.

Partilha este artigo tão importante aqui.

Francisca Guimarães

Francisca Guimarães

"No blog, partilho dicas que te vão ajudar a estar bonita, saudável, jovem e cheia de energia."

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