Chá Atlântico: como este chá “antiaging” está a mudar a vida de idosos portugueses

Antiaging, Corpo e Alma
15 Jan, 2017

Existe um chá – o “Chá Atlântico” – que nasceu para apoiar uma nobre e bonita causa – o abandono dos idosos em Portugal.

Portugal é o país mais envelhecido da Europa.

Ainda me recordo dos dias em que cuidava de idosos, num humilde lar de terceira idade, nos arredores da cidade do Porto.

Nessa altura frequentava o primeiro ano do curso de enfermagem e sentia-me entusiasmada por, finalmente, poder começar a pôr em prática todo o conhecimento que tinha vindo a aprender nas salas de aula.

Lembro-me que logo no primeiro dia de estágio, aquela excitação e, sobretudo, a inocência que a acompanhava, muito rapidamente foram abafadas pela realidade dura e sofrida que os meus olhos encontraram.

À minha frente não estavam idosos felizes e alegres, limpos e aprumados, a cantarolar e a passear de mão dada pelo jardim florido que existia nas traseiras da casa; mas sim pessoas, velhinhas, muitas delas num agonizante sofrimento.

Nós somos os idosos de amanhã.

A maioria dos idosos encontravam-se acamados ou em cadeiras de rodas. Várias vezes ao dia, nós, enfermeiros estagiários, precisávamos massajar as suas nádegas e costas, mudá-los de posição e assegurar-nos que a integridade da pele se encontrava intacta, de modo a evitar as terríveis úlceras de pressão ou “escaras”.

O cheiro que pairava pelos quartos, corredores e salas era de tristeza, solidão e nostalgia, dos dias de juventude que passaram e não voltam mais. Eles foram jovens um dia, eles tiveram uma família, uma história e uma vivência que os encheu de sabedoria. Porém, eles envelheceram, eles perderam capacidades físicas e mentais e agora precisam de ajuda, pois sem ela não são capazes nem sequer de sobreviver.

Eles precisavam de auxílio para tomar banho e vestir, uma vez que a agilidade e força eram escassas, já para não mencionar a falta de equilíbrio, que facilmente podia levar a uma queda na entrada ou saída do chuveiro.

Necessitavam de ajuda para comer e beber, pois as suas mãos frágeis e trémulas não eram mais capazes de segurar os talheres ou copos, muito menos cozinhar.

A dor maior é a da solidão.

O apoio que eles necessitavam não era apenas relativo às necessidades básicas de vida. Eles precisavam também de companhia, de afeto e de alguém que escutasse as suas histórias e aventuras. E de cada vez que os abraçava, conversava com eles ou lhes dava a mão, um brilho no olhar surgia e um sincero sorriso era discretamente esboçado.

Naqueles momentos, em que a minha atenção lhes era inteiramente dedicada, eles sentiam-se importantes, dignos e merecedores de amor e carinho.

Durante a minha experiência, neste lar de terceira idade, eu aprendi que os idosos são pessoas sábias e repletas de experiência. Aliás, não é por acaso que no seio das sociedades centenárias – ainda existentes em países como Japão, Itália, Equador, Paquistão e Rússia – os mais velhos são os mais respeitados e honrados.

“Associação Mais Proximidade Melhor Vida”

Em Portugal, muitos idosos encontram-se sozinhos, sem família, sem apoio e, muitas vezes, sem dinheiro. E, foi perante esta triste realidade, que nasceu a “Associação Mais Proximidade Melhor Vida“.

Esta organização, sem fins lucrativos, que tantas vidas já melhorou, tem como principal objetivo apoiar os idosos que residem na Baixa de Lisboa e Mouraria, auxiliando a melhorar a sua qualidade vida física, psicológica, emocional e social.

Formada por uma equipa de voluntários dedicados à causa, a “Associação Mais Proximidade Melhor Vida”, intervém através de visitas ao domicílio, contactos telefónicos regulares, atividades de convívio, realização de pequenos sonhos, entre outros.

No entanto, para que esta associação possa continuar a realizar este trabalho tão necessário e altruísta, nós precisamos ajudá-la.

Uma das maneiras de o podermos fazer é através de um chá – o Chá Atlântico.

O “Chá Atlântico” – Todos temos uma história

Sebastian Filgueiras e Sancha Trindade

 

O “Chá Atlântico” surge a partir de uma parceria entre Sancha Trindade, autora da plataforma “A Cidade na ponta dos dedos“, e Sebastian Filgueiras, fundador da “Companhia Portugueza do Chá“. O seu intuito é sensibilizar os cidadãos portugueses para esta causa, assim como apoiar a “Associação Mais Proximidade Melhor Vida”.

Este “Chá Atlântico”, de edição limitada até Março, é composto por uma mistura de ingredientes – chá verde sencha, pétalas de girassol, gengibre, algas marinhas portuguessas e lúcia-lima – que lhe oferece um sabor refinado, exótico e suave; e apresenta propriedades antioxidantes, anti envelhecimento, alcalinizantes, anti inflamatórias e digestivas.

O lucro deste chá é revertido integralmente para a “Associação Mais Proximidade Melhor Vida”. 

Beatriz, uma das “sábias” que participou no vídeo documentário – “Todos temos uma história” – realizado acerca desta causa, sente que hoje em dia “as pessoas só pensam em si mesmas”. Vamos então demonstrar que isso não é verdade.

Acredito que estamos aqui, acima de tudo, para oferecer a mão a quem mais necessita, com amor e compaixão – hoje são eles, amanhã seremos nós. Estes idosos necessitam de mim e de ti. E, juntos, podemos ajudá-los a ter uma vida com mais qualidade, dignidade e alegria.

Podes encontrar o “Chá Atlântico”, e desse modo colaborar com esta nobre causa, na Companhia Portugueza do Chá, que se situa na Rua dos Poços dos Negros, 105, Lisboa.

Ajudar não custa; o que, sim, custa é o sofrimento daqueles que se encontram sós, incapacitados e sem auxílio.

 

“Nem todos podemos fazer coisas grandiosas. Porém, todos podemos fazer pequenas coisas com grande amor”.

Madre Teresa de Calcutá

Francisca Guimarães

Francisca Guimarães

"No blog, partilho dicas que te vão ajudar a estar bonita, saudável, jovem e cheia de energia."

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